PDVSA pode ficar fora de construção da refinaria em Suape
02/02/2009

A chance de a petroleira venezuelana PDVSA ficar de fora da composição acionária da Refinaria Abreu e Lima que será construída pela Petrobras no Porto de Suape, em Pernambuco é cada vez mais forte. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse no último sábado (31) que há vários obstáculos impedindo o andamento das negociações para que seja assinado o acordo definitivo para o empreendimento e a data-limite é 17 de fevereiro. Segundo o ministro, o maior impedimento é o desejo da Venezuela de distribuir no mercado consumidor do Nordeste sua parcela de diesel processada na refinaria. Afetada pela queda abrupta no preço do petróleo, a PDVSA está atrasando os pagamentos de seus fornecedores em vários meses. Na quinta-feira, a falta de pagamento da PDVSA levou a empresa norte-americana Helmerich & Payne a anunciar que paralisará até julho todas as 11 torres de perfuração que mantém na Venezuela caso a estatal venezuelana não pague a sua dívida, acumulada em quase US$ 100 milhões. Até sábado (31), duas torres já haviam deixado de operar. Em nota à imprensa, a PDVSA informou que está chamando empresas prestadoras de serviços para "renegociar os contratos vigentes". Segundo a estatal, "em 2008, diante da alta dos preços do petróleo, as empresas de serviço aumentaram os custos para até 40%. Diante da queda do preço, é necessário que adaptem suas excessivas tarifas ao cenário atual". De acordo com o mais recente informe financeiro da estatal, de setembro, a dívida da PDVSA com fornecedores somava US$ 7,8 bilhões.

(Fonte: Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo)