Braskem planeja instalar pólo de gás-químico
19/01/2009

A Odebrecht voltará a discutir com o governo da Bolívia a instalação, no país, de um pólo gás-químico da Braskem, para industrializar o gás boliviano, segundo decidiram na última quinta-feira (15), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales, com o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht. Nesta semana, a Braskem enviará à Bolívia uma missão técnica para discutir com o governo local as condições de instalação do pólo, que depende de garantias de fornecimento regular de gás pelos bolivianos, e representa um investimento de até US$ 1,5 bilhão. Tomada a decisão de retomada das negociações para o pólo gás-químico, com possível financiamento do BNDES, foi acompanhada de outros sinais de reatamento das relações entre os dois governos, que enfrentaram atritos em 2008 devido a ameaças a imigrantes brasileiros na fronteira e queixas contra a frustração de investimentos da Petrobras. Em visita a Corumbá, o presidente Luiz também foi procurado por prefeitos da região, que pleitearam a retomada dos estudos para implantação do polo gás-químico na fronteira. "Quero que em breve eu possa vir aqui, anunciar para vocês a instalação deste marco de desenvolvimento para a região", disse o presidente Lula, que discursou para um público de cerca de 500 pessoas. O presidente fez menção ao episódio, ocorrido na semana passada, quando o Brasil anunciou que cortaria 30% do consumo do gás, por causa da queda da demanda, e depois reviu a redução para 20%, alegando que havia necessidade de atender as térmicas do Sul, já que o abastecimento da região havia ficado comprometido com as chuvas. De acordo com o ministro Edison Lobão, o acordo entre os dois países, deverá ser mantido até abril ou maio: "acreditamos que até lá, já tenhamos reestabelecido o consumo total do gás, com a retomada das atividades em algumas indústrias".

(Fonte: Agência Estado e o Valor Econômico)