Brasil é o 39º em Competitividade, segundo Fiesp

O diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (DECOMTEC), José Ricardo Roriz Coelho, divulgou no último dia 22 de setembro, a segunda edição do Índice Fiesp de competitividade das Nações (IC-Fiesp). O índice estabelece relações entre países e consegue identificar as principais restrições ao crescimento da competitividade brasileira. Estiveram presentes empresários, executivos de diversas empresas e indústrias de São Paulo, bem como a grande imprensa.

Utilizando fontes internacionalmente confiáveis como o banco mundial (WB), a Organização das Nações Unidas (ONU), a Agência Central de Inteligência (CIA) e o Fórum Econômico Mundial (WEF); o IC-Fiesp apresentou um ranking de 43 países, no qual o Brasil ocupa a 39° posição permanecendo no bloco dos países com baixa competitividade. A liderança ficou com os EUA, seguido pela Suécia e Suíça, respectivamente.

A posição atual é a mesma conquistada em 1997. O 39° lugar não é uma novidade para o país, que em 1998 teve seu melhor desempenho ocupando o 38° e o pior em 1999, na 41° posição. As mudanças no ranking espelham não apenas a performance individual de cada nação, mas também a comparação relativa entre países.

Entre os países que perderam posição estão o Chile e a França, devido ao aumento dos impostos e a redução de exportações respectivamente. No caso dos países que cresceram, como a Irlanda, a Rússia e a China, é preciso levar em conta que obtiveram a melhor performance aqueles que se basearam em uma agenda de crescimento.

Abertura de mercado, economia doméstica, gastos governamentais, investimentos em tecnologia, capital humano, infra-estrutura, e desenvolvimento empresarial foram os tópicos levantados por José Ricardo Roriz como fundamentais para o incremento da competitividade dos países. A análise destes fatores em relação à realidade brasileira mostrou que o custo capital é o primeiro fator que restringe a competitividade no país. Em seguida gastos do governo, altos e baixos da economia, problemas de infra-estrutura e relativa capacidade empresarial dividem a lista com baixo desenvolvimento do capital humano e investimentos em tecnologia.

O Decomtec informou, ainda, que as prioridades máximas a serem seguidas caso o país queira aumentar seu índice de competitividade é ampliar o alcance das exportações, através de uma abertura de mercado. Corte de gastos públicos, via aumento da eficiência da gestão pública, também contribuirão para a diminuição dos juros, aumento do crédito bancário ao setor privado, aumento do investimento público e privado, redução da carga tributária e aumento da taxa de crescimento do PIB.

Por Marcio Freitas e Fernanda Cancio