VP da Braskem alerta para risco de comprometimento dos investimentos em energia no PAC
03/11/2008

André Amaro da Silveira, vice-presidente de Planejamento e Novos Negócios da Braskem, em apresentação, durante o evento “Energia Competitiva – Contribuindo para o crescimento do Brasil”, promovido pela ABRACE (Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres), na última quinta-feira (30), em São Paulo, comentou que “o mundo atravessa uma das mais graves crises financeiras da história econômica ocidental e que não se pode desprezar um colapso ocorrido no coração da economia mundial”. Mesmo quando o Brasil apresenta uma impressionante solidez em suas finanças e o governo brasileiro dá provas inequívocas de que tomará todas as medidas necessárias para evitar o pior, disse ele, a indústria precisa se manter alerta. Uma das questões mais essenciais para a indústria, disse, é obter a garantia de que os investimentos previstos no PAC para o setor energético serão realizados. “Sem a continuidade desses investimentos, especialmente os de infra-estrutura, o Brasil corre um sério risco de ver sua economia real minguar no futuro.” O vice-presidente da Braskem disse que não basta o governo (referindo-se à declaração do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão) afirmar que o PAC continuará como planejado, com investimentos de 61 bilhões de dólares em geração de energia elétrica e 122 bilhões em petróleo durante os próximos 22 anos. Além de saber que haverá recursos disponíveis para o contínuo desenvolvimento da infra-estrutura energética brasileira, disse ele, é preciso saber quais serão as prioridades para a alocação desses recursos. Nesse sentido, o vice-presidente da Braskem ressaltou a posição das indústrias energointensivas de que é necessária uma demonstração clara de que o Brasil continuará a aplicar racionalidade no desenho de sua matriz energética, priorizando sua vocação para a hidroeletricidade. Ele também defendeu que é fundamental haver um planejamento que inclua a eliminação de alguns encargos, a transparência na aplicação de outros e, principalmente, a proibição de criação de novos encargos. “Para indústrias como a Braskem, que competem internacionalmente com outras grandes companhias petroquímicas de alto nível, ter custos de produção competitivos é imprescindível e a energia é um fator importantíssimo na composição desses custos.”

(Fonte: Portal Fator Brasil)