No Brasil a indústria petroquímica continua crescendo
27/10/2008

O processo de consolidação dos ativos da primeira e segunda gerações da indústria petroquímica, o mais recente movimento do setor, ligou as produtoras de resinas à fornecedora Petrobras. Isso representa um benefício para a segunda-geração, segmento consolidado e dominado por dois grandes grupos – Braskem e Unipar (controladora da Quattor), que totalizam onze empresas do segmento. Isso aumenta a facilidade de negociação no setor, à medida que o fornecedor de matérias-primas faz parte desses grupos. A Petrobras tem a 40% da Quattor, e 30% do capital votante da Braskem, o que deve flexibilizar as negociações de preços e prazos. Essa é uma das conclusões de um estudo da All Consulting, e das expectativas do mercado. A terceira-geração, que é ainda o segmento pulverizado da indústria petroquímica, nos seis primeiros meses do ano elevou as compras externas em 60,7% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Mas não só o câmbio, como também o aquecimento da demanda interna por resinas termoplásticas ajudou a elevar o consumo em 13,5%. O primeiro semestre ainda foi marcado por paradas programadas de grande parte da indústria, o que prejudicou a produção brasileira no período. De janeiro a junho deste ano, a produção total da indústria caiu 6,6% em relação ao mesmo período de 2007, e totalizou 2,2 milhões de toneladas. O consumo aparente de resinas (produção mais importações menos exportações) cresceu 13,5%, e totalizou 2,4 milhões de toneladas. No período, as indústrias demandantes de resinas importaram 521,7 mil toneladas. No entanto, a All Consulting projeta crescimento de 12% para a demanda de resinas frente 3% a 4% de elevação na produção das petroquímicas. Os principais setores demandantes têm crescido muito, como a construção civil, a produção de automóveis cresceu 22,8%, e o setor de eletroeletrônicos, que elevou seu faturamento em 11% no semestre. Isso representa, em médio prazo, um desafio para a indústria petroquímica. A construção civil ainda passa por um boom, e para crescer, ela utiliza muito a resina termoplástica PVC, em que ainda o país tem uma fraca produção. De acordo com o analista da All Consulting, dados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) demonstram que o setor petroquímico é o que mais fará investimentos até 2011.

(Fonte: Portal Protefer, de Minas Gerais)